06 setembro 2014

Variedades: onde jogar um milkshake


Sempre que alguma coisa legal acontece comigo, penso em publicar no blog, mas acabo desistindo depois. Mas aqui está: uma história que ocorreu há uns dois dias, talvez, e que eu simplesmente adorei, por mais simples que tenha sido. (Eu gosto de coisas simples mesmo. Não curto nada exagerado.)

A gente estava dando uma volta pela rua, eu e a Gabi. Passamos numa lanchonete e pedimos um milkshake para cada, depois, na volta, entramos num sebo e compramos um livro de química. Ela não aguentou o milkshake de ovomaltine dela, eu tomei ele também.
Agora estávamos andando pela rua, eu segurando o meu exemplar de Fazendo Meu Filme e a uma embalagem vazia de milkshake (a outra, de leite condensado, já havíamos descartado) enquanto conversávamos sobre coisas desconexas.
- Quero jogar isso fora – disse, olhando em volta e procurando uma lixeira em algum lugar.
- Já pensou se a gente entrasse lá no Subway só pra jogar a embalagem de milkshake? – ela supôs, e riu.
- Vamos mesmo? – propus.
- DE JEITO NENHUM!
Suspirei, dando um sorrisinho de canto.
- Olha, Gabi, você faz 18 anos ano que vem, e ainda não fez nada na sua adolescência que seja realmente memorável.
- Nossa, que depressivo...
- Vamos lá sim, vai ser divertido...
Um silêncio momentâneo se fez, enquanto atravessávamos a rua e dávamos de cara com o estabelecimento novinho em folha, bastante vazio aquela hora. Muito provavelmente, todos estavam trabalhando ou estudando.
- Ok, ok. Mas você vai sozinha – respondeu, por fim, cruzando os braços.
- NÃO. Vamos juntas – disse, categoricamente, a arrastei-a até a porta do estabelecimento que vendia os deliciosos sanduíches. Se eu não estivesse tão cheia de milkshake, ficaria com vontade de comê-los.
Eu olhei em volta, franzindo a testa e me sentindo meio perdida (como sempre, aliás).
- Ali, ó – apontou Gabi, para um enorme cubo de madeira que eu nunca teria identificado como uma lixeira.
- Ah.
Fomos até lá, ela abriu a lixeira e eu joguei a embalagem. Pude sentir o olhar severo das funcionárias grudado na minha nuca.
Mordi o lábio inferior, segurando uma risada, e nós duas meio que cambaleamos na direção da porta, sentindo uma enorme vontade de sair correndo gargalhando. No fim das contas não deu pra segurar, realmente saímos correndo feito duas doidas, rindo histericamente e atraindo olhares das pessoas que passavam na rua.
- VOCÊ VIU A CARA DELAS?
- EU FALEI QUE IA SER DIVERTIDO!
Foi a coisa mais normal do mundo. Mas foi exatamente isso que fez dela um acontecimento especial.

4 comentários:

  1. AI MEU DEUS KKKKKKKKKKKKKKK eu nunca pensaria em fazer isso e considerar algo tão legal kkkkkkkkkkk vocês são idiotas e morri de rir imaginando, isso faz de mim idiota também hahahahahha

    Cafeína Aguda

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  2. Eu já fiz isso,eu estava tomando refrigerante(de outro Fast-Food) e joguei ele numa lixeira do McDonald's,cara,a mulher me olhou com uma cara tipo "enfia essa mão nessa lixeira,e tira essa coisa daqui,sua traidora",e ai eu me sentei de novo na minha mesa e continuei a ler meu livro(e sim,não comi nada,não consigo comer os hambúrgueres de la x-x)
    Sinceramente,não me arrependo de nada,sabe,é bom fazer umas loucuras de vez enquanto,sabe?

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  3. Kkkkkkk, que história mais engraçada! Ai, você também tem Fazendo Meu Filme? Eu já li os quatro volumes e simplesmente amo cada um deles e a fase da história!
    Beijinhos.

    Blog da Mili | blog-da-mili.blogspot.com.br

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  4. Essas ruas que não tem lixos, sempre dá nisso kkkkkkk
    Beijos
    http://lembranca-ao-vento.blogspot.com/

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