27 setembro 2015

Nesse universo, a Terra é uma célula triste


O universo é enorme. Muito. Cheio de galáxias, estrelas e planetas. Todos muito lindos, todos vertendo divindade, todos incríveis.
O planeta Terra tem muitas culturas diferentes. Mitos e lendas construídos ao longo de séculos, todos absolutamente maravilhosos, capazes de pôr um sorriso no rosto até mesmo da pessoa mais triste. O planeta também tem muitas paisagens diferentes – algumas geladas, outras tropicais, algumas inóspitas, outras pontos turísticos famosos. E o planeta tem um monte de gente diferente, claro; de várias etnias, religiões, preferências e histórias.
Eu penso nessas pessoas, e as comparo com esse universo. Esse universo enorme e maravilhoso, com esses planetas maravilhosos. A Terra, com essas coisas todas, que são lindas de morrer – riachos, campos de extensa beleza, culturas, raízes, magia e vivências. E, de repente, eu sinto pena – na verdade, quase agonia – por todas essas pessoas que parecem ter algum tipo de câncer corroendo a mente.
Estupro. Roubo. Assassinato. Política. Capitalismo. Guerra. Padrão de beleza. Anorexia. Racismo. Homofobia. Machismo. Maltrato aos animais. Desmatamento. Lágrimas. Desespero. Bala perdida.
Por quê?
Com esse universo incrível, qual é o motivo de tanto ódio? Qual é o motivo de tanta coisa horrível, tanta coisa imperdoável? Será que ninguém consegue livrar a própria mente do sufocamento do mundo e enxergar isso? Será que ninguém consegue nadar até a superfície, livrar-se do afogamento para respirar o ar fresco – e enxergar o que estava o tempo inteiro logo acima?
Todos nós nos importamos tanto com coisas pequenas. Coisas pequenas tristes. E existem tantas coisas pequenas grandes felizes para nos importarmos.

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